Com uma tradição, um vilarejo na Índia desmente dois fatos amplamente divulgados: a que o crescimento populacional traz apenas ameaças ao meio ambiente e que, na Índia, crianças do sexo feminino são rejeitadas.Em uma aldeia de Piplantri, no estado de Rajastan, na Índia, as pessoas celebram o nascimento de uma menina plantando 111 árvores frutíferas. Esta tradição única foi iniciada pelo ex-líder da aldeia, Shyam Sundar Paliwal, em homenagem à sua filha, que faleceu em idade jovem.
E além de celebrarem o nascimento das meninas, o futuro delas é assegurado com algumas ações. Para cada menina é depositado em uma conta U$380 e os pais têm o compromisso de depositar U$180 e de serem guardiões responsáveis.
“Fazemos os pais assinarem documentos dizendo que não vão casar as filhas antes da idade legal, que as enviarão regularmente à escola e que elas cuidarão das árvores que foram plantadas em seus nomes.” conta Paliwal
São plantadas também 11 árvores para cada pessoa que morre. E os 8.000 habitantes locais, na prevenção de infestação das plantas por cupins, plantaram em torno delas dois milhões e meio de pés de babosa – o que se tornou uma fonte de subsistência para muitas pessoas.
Nos últimos seis anos, com o aumento da população, os moradores de Piplantri chegaram a plantar quase 250 mil árvores e não houve nenhuma ocorrência policial nos últimos oito anos. Uma ação sustentável pode mudar toda as formas de condições de vida é o que prova a população de Piplantri.
Nenhum comentário:
Postar um comentário